
Material de campanha observado na cidade privilegia postulantes a deputados e ao governo do Estado, diz artigo de opinião
Em Apucarana, a propaganda de rua tem se concentrado em candidaturas a deputado estadual e federal e, em alguns casos, ao governo do Estado, enquanto não há menção visível a candidatos ao Senado da República.
Observações de rua e exemplos locais
Segundo coluna do portal TN Online, os materiais encontrados nas vias públicas e logradouros da cidade são, em grande parte, wind banners de candidatos a deputado federal e estadual. Em exemplos citados, peças com o nome do candidato a governador Sandro Alex (PSD) aparecem integradas às propagandas do deputado federal Beto Preto e do vereador Lucas Leugi, ambos do PSD. A coluna afirma também que no espaço público não se nota campanha de candidatos ao Senado e cita o deputado Filipe Barros (PL), de Londrina, como exemplo de postulante que, apesar de proximidade e apoios locais, não tem campanha visível nas ruas apucaranenses.
Análise de redes, recursos e desdobramentos
O texto lembra diferenças de acesso a recursos de campanha, apontando que deputados em exercício teriam direito a parcelamentos maiores do fundo partidário, ao passo que quem busca primeiro mandato na Câmara Federal teria menos recursos, conforme a coluna. A análise citada pelo texto Monitor Discurso acompanhou 670 postagens de 156 candidatos ao Legislativo do Paraná entre 23 e 29 de agosto e registrou que educação e saúde foram os temas mais recorrentes nas publicações, com 24% e 18% das postagens, respectivamente, enquanto segurança apareceu em cerca de 8%.
A publicação também relata que o deputado federal Beto Preto teve denúncia anônima arquivada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e registra passagens sobre candidatos locais que intensificam campanha presencial, como o vereador Lucas Leugi. Ainda de acordo com a coluna, dezenas de prefeitos do Estado estariam dedicando atenção à recuperação de estragos recentes provocados por uma tempestade, e há comentários sobre movimentações políticas que, segundo o autor, podem influenciar disputa municipal futura.
O texto conclui questionando se, para candidatos ao Senado, o horário eleitoral gratuito em rádio e TV tem sido considerado suficiente frente à ausência de propaganda física na cidade, sem apontar uma conclusão definitiva.